sexta-feira, 21 de junho de 2013

Jovens mulheres elaboram propostas de políticas públicas em seminário nacional

Representantes de 22 estados do país estiveram reunidas de 6 a 8 de junho, em Brasília, para 1º Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Jovens Mulheres






Durante o encontro, organizado pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), em parceira com a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SPM), as participantes puderam dialogar e elaboraram um documento final com propostas que contemplam as jovens mulheres nas áreas de educação e trabalho; saúde, direitos sexuais e reprodutivos; desenvolvimento local e sustentável; cultura, lazer e comunicação; participação e relações de poder; enfrentamento a violência, discriminações e preconceitos. Ainda como resultado do seminário, foi apresentada uma Nota de Repúdio ao Estatuto do Nascituro, que avança na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal. O documento foi assinado como "Consenso do Seminário".
A mesa de abertura do encontro contou com a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Na oportunidade, ele ressaltou a importância da participação, que já se tornou um método de governo. “Em lugar de entregar as ações, optamos por discutir e elabora as iniciativas junto com os diversos setores da sociedade”, disse o ministro. 
A secretária-executiva da SPM, Lourdes Bandeira, também participou da abertura do Seminário representando a ministra Eleonora Menecucci e destacou as iniciativas da SPM para as jovens mulheres que, segundo ela, são as principais vítimas da violência doméstica. O Plano Nacional de Políticas para Mulheres dedica um capítulo específico às jovens, com ações voltadas para a igualdade de direitos e oportunidades no mercado de trabalho,  sobretudo para as jovens negras e aquelas portadoras de deficiência; prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis; e maior acesso à educação formal e às políticas públicas, incluindo as políticas voltadas à cultura e ao lazer.
Em sua participação, a secretária nacional de juventude, Severine Macedo, reafirmou que os esforços da SNJ para as jovens mulheres inclui fazer um recorte dentro das ações vigentes da Secretaria para atender esse público, principalmente por meio dos programas Estação Juventude, Juventude Viva e da ações para a Juventude Rural. "Este seminário já representa um esforço para que a temática das jovens mulheres entre mais fortemente nas pautas do governo e das políticas públicas para juventude. Temos que pensar uma forma das ações da SNJ chegarem às jovens mulheres, e as sugestões apresentadas aqui serão um ótimo ponto de partida. Saio daqui ainda mais animada para trabalhar esse olhar nas ações da SNJ", declarou Severine Macedo.  
No que diz respeito ao preconceito com o recorte de gênero, Ana Carolina Querino, do Escritório da Organização Internacional do Trabalho no Brasil (OIT), revelou dados que reafirmam a desigualdade vivida pelas mulheres no mercado de trabalho. "O desemprego total no Brasil é de 8,4%. Entre as mulheres é 11,1%,  sendo que entre os jovens é 23,1% e entre as jovens negras 25,3%. Ou seja, sabemos que temos uma questão de gênero muito forte, até maior que a racial", compartilhou Ana Carolina.
Para Ângela Guimarães, secretária-adjunta da SNJ, o Seminário foi de extrema importância.  Para ela, encontros como este ampliam a participação das mulheres em espaços de decisão. No caso das jovens, os espaços de representação são ainda menores, o que demonstra a necessidade de pensar em que medida as desigualdades sociais e econômicas criam barreiras. “Temos aqui um conjunto expressivo de segmentos sociais. Esta especificidade é uma demanda que bate à porta do governo federal e vamos dar passos significativos com os produtos resultantes desse seminário”, disse Ângela Guimarães.
Lurdinha Rodrigues, coordenadora da diversidade da Secretaria de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM, também ressaltou a importância do evento, demonstrando satisfação ao ver a reunião com um perfil tão completo de pensadoras sobre o tema. “Este, sem dúvida, é um grande passo no enriquecimento de debates e articulação de agendas para jovens mulheres”, disse a representante da SPM.
Juliana Muniz, participante do Seminário, expressou, em mensagem na fanpage da SNJ no facebook, o espírito que norteou o evento: “Foi muito bom passar estes dias com vocês, meninas, maravilhoso sentir que somos de locais tão diferentes, temos culturas diferentes, mas necessidades, sonhos e lutas iguais. Agradeço pela oportunidade desse partilhar. Feliz demais por estarmos juntas lutando e ajudando a construir um país cada dia melhor”.

Fonte: Secretaria Nacional de Juventude

2 comentários:

Tatiana Gorenstein disse...

Disponho de apoio jurídico gratuito para o seu grupo. Peço que entre em contato com Tatiana, por tatiana@gorensteinadvogados.com

Unknown disse...

Caras, nós (Grupo Transas do Corpo / Ser-tão, Núcleo de estudos e pesquisas em gênero e sexualidade/UFG) aqui de Goiânia/GO, estamos realizando a pesquisa "Estratégias de transmissão intergeracional no feminismo brasileiro" que tem por objetivo "investigar a possibilidades e limites da transmissão de um ideário – princípios, valores, metodologias, saberes, etc. – através do tempo e suas implicações nas relações". E gostaríamos de solicitar a colaboração de vocês em responder ao questionário de nossa pesquisa (disponível no link:https://docs.google.com/spreadsheet/formResponse?formkey=dGJpNHZCYjYybkJLckI0elQ1RTFPQXc6MQ&ifq) e em nos conceder uma entrevista para aprofundar algumas questões tratadas no questionário. Estarei em São Paulo entre os dias 15 e 19/07 e gostaria de consultá-las sobre a disponibilidade de que alguma de vocês do grupo possa me receber para conversarmos em algum destes dias. Abraços feministas, Fátima Regina.

https://www.facebook.com/amitaf.aniger
feminismointergeracional2012@gmail.com